Wednesday, August 17, 2005

Coluna do Jornal O SUL 17 08 2005

CIDADAO, A PARTIR DE AGORA, DO BEM.
O patético é assistir e ouvir pessoas que defendem sem dó nem piedade a aplicação da lei elegerem como seus new ídolos doleiros, contrabandistas e traficantes.
Toninho da Barcelona, um cidadão “acima de qualquer suspeita”, o mais novo ídolo dos antipetistas, apesar de ser um criminoso, acusou não apenas nomes já famosos nos enredos de nossos dias. Pois o cidadão, a partir de agora, “do bem” para os detratores contumazes do PT e do presidente Lula afirmou ter feito operações ilegais até mesmo para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Será trágico se verdadeiro. Porém, o patético é assistir e ouvir pessoas que defendem sem dó nem piedade a aplicação da lei elegerem como seus new ídolos doleiros, contrabandistas e traficantes. Desde que, é claro, falem mal do PT e do Lula. Não que eles não tenham o que contar, mas dar-lhes credibilidade a priori e holofotes é temerário.O caixa dois já é admitido publicamente
Como cassar o registro de um partido pela admissão forçada da existência do caixa dois de campanha, se o próprio ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Velloso, considera a legislação eleitoral brasileira muito frágil, o que facilita a prática do caixa dois. Bingo! Assim como o jogo do bicho, que também é contravenção nessa pátria de legislação hipócrita, o caixa dois já é admitido publicamente por quem deveria fiscalizar. Portanto, denunciar e pedir cassação apenas do PT será mais um ato de vilania hipócrita.Manifestação em BrasíliaA oposição já tachou de chapa branca o ato de ontem em Brasília. Típico daqueles que nunca participaram de uma campanha ou de manifestação de rua com multidão. As críticas e as insinuações maldosas fazem parte do cotidiano da democracia. Basta que os grupos tenham convicção. Ontem, aconteceu a primeira grande manifestação contra a corrupção e em apoio ao presidente Lula. Hoje, outra trilhará por outros caminhos. Pedirá o impedimento do presidente. Que vença o bom senso, pois é o Brasil que está em jogo, e, junto com ele, todos nós.Fofoca é o contrário de notíciaO cabeleireiro Wanderley Nunes, dono do Stúdio W, onde a primeira-dama, Marisa Letícia, trata de seus cabelos rechaçou insinuações de que as contas seriam pagas com cartões de terceiros (no caso, Marcos Valério). Segundo Wanderley, isso não é nenhuma generosidade e faz parte do marketing: “Fiz uma aposta com ela. Se Lula fosse eleito presidente, eu cortava o cabelo dela pelo resto da vida de graça. Corto de graça também para a Gisele Bündchen, para o Emerson Fittipaldi, Rubinho e Felipe Massa”. Continuou: “Se Marcos Valério vier aqui para fazer uma peruca, eu coloco nele, vou cobrar e não falo em política”. Devagar com o andor, pois a credibilidade é de barro.Ato em defesa do presidente LulaVai acontecer, na próxima sexta-feira, na Esquina Democrática, aqui em Porto Alegre, a partir das 11h, o primeiro ato de defesa do governo Lula. “Trata-se de uma manifestação de defesa de um governo eleito por ampla maioria nas eleições e que vem implementando medidas de cunho social, de geração de emprego e renda, de resultados econômicos favoráveis, aumento das exportações e de implementação de uma política de soberania nacional e de diminuição da dependência de instituições econômicas internacionais, como o FMI”, destacou o deputado Estilac Xavier, ao confirmar a manifestação. CUT, UNE, Central de Movimentos Populares, entre outras entidades, assinam o convite.Sarney e o passadoEm discurso, o ex-presidente José Sarney relembrou 1954: “Também naquela época a oposição cruel de que eu fazia parte dizia que o presidente estava envolvido, que ele era o mandante, que ele era o responsável, e, diante desse ataque frontal, só teve uma saída, que foi a saída de mostrar, com a sua morte, que ele não tinha o envolvimento nos crimes. O Brasil que viveu o tempo da crise de Vargas tinha, como hoje, a sensação de que era o fim do mundo, que tínhamos chegado ao fim”. Nesse país, falta um pouco de tudo, mas, especialmente, memória. Reproduzimos incessantemente os mesmos erros.E o Rio Grande do Sul?Em meio a toda a bailanta nacional, a grave crise do Estado passa sem manchetes ou cobranças radicais. Afinal, creditar exclusivamente à seca nossos problemas econômicos começa a ficar sem sentido depois de vários meses. Até porque, pelas últimas notícias da área de Candiota, outro período de estiagem e seca já está acontecendo. O que se fez para evitar a repetição da tragédia do ano passado? Notícias do Jornal O Sul do Dia 17/08/2005

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